Depois de tudo aparece o ACTA.

O SOPA e o PIPA foram arquivados. Estranhamente poucos congressistas estadunidenses continuaram apoiando a ideia quando o Anonymous passou para o ataque e a população mundial manifestou-se contra.

Eles se foram, antes tarde do que nunca. Porém essa semana veio à tona outra sigla que promete dar trabalho, o pior é que esta está em negociações desde 2007. O ACTA.

O Acordo Comercial Anti-falsificação (Anti-Counterfeiting Trade Agreement em inglês) tem uma proposta parecida com o SOPA e o PIPA, pois visa combater os bens falsificados e proteger as obras sob direito autoral. Porém os braços do ACTA conseguem ser um pouco mais longos. Os países que estão em negociação são: EUA, Japão, Suíça, Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia, Singapura e a União Européia. Mas o que o ACTA tem a ver comigo?

O acordo, antes de tudo, é uma afronta aos direitos individuais os colocando abaixo dos direitos intelectuais representados pelos grandes conglomerados. Assim como o SOPA e o PIPA, o ACTA atuará também sobre os direitos na internet, conseguindo bloquear sites cujo conteúdo apresente obra intelectual alheia. Além disso ele poderá forçar os provedores de internet à cortar o acesso de usuários que fazem downloads ilegais.

Segundo o site do Ministério Público Federal, o acordo também poderá restringir os medicamentos genéricos no Brasil através da transição entre os países signatários. O exemplo recente é um navio que trazia insumos da Índia para o Brasil, não configurando nenhum tipo infração aos direitos no seu país de origem ou destino. Porém quando este navio fez parada na União Européia, a mercadoria foi confiscada como quebra de patente.

Estudiosos afirmam que com a assinatura do acordo, as leis ficarão mais severas em relação ao medicamentos genéricos, prejudicando quem precisa desse tipo de medicação de baixo custo.

Ficou difícil? Veja o vídeo abaixo: Há uma petição no Avaaz contra o ACTA, assine aqui. Leia mais sobre o assunto no artigo de Antônio Martins do Outras Palavras. Faça sua parte. Esclareça o que é o ACTA para quem não conhece e ajude com a petição. O nosso futuro agradece.

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Blogs que eu gosto

Desde que descobri o Google Reader minha vida mudou de forma radical. Antes gastava muito tempo vendo o conteúdo do qual gostava, as inscrições mudaram muito minha rotina deixando-a mais rápida.

Hoje tenho 254 inscrições de feeds no meu reader e coloco aqui os meus favoritos:

Blues Everyday

Apesar de poucas atualizações, gosto muito desse blog que fala sobre o Blues.

 

Concursos Literários

Como o nome mesmo diz, vários concursos com informações precisa de como se inscrever.

 

E-farsas

Ótima referência de fraudes, hoax e outras mentiras que se espalham pela web.

 

Laboratório do Doutor Careca

Posso não concordar com algumas coisas que o JM Trevisan escreve, mas com certeza eu sempre o leio.

 

Literatura Clandestina

Textos bem escritos sobre os mais variados assuntos. Vale muito a pena.

 

Literatura Fantástica Brasileira

Apesar de ser novo, já tenho um carinho especial por esse blog com algumas boas verdades sobre os escritores de literatura fantástica brasileira.

 

Morri de Sunga Branca

Devo conhecer apenas 1/3 das pessoas citadas, mas mesmo assim consigo rir com as piadas.

 

Overdose Homeopática

Excelentes tiras de Marco Oliveira.

 

Puxa Cachorra!

Uma das melhores descobertas que fiz em 2011.

 

Sensacionalista

Notícias de mentira que de tão absurdas parecem de verdade.

 

Will Tirando

Outro excelente site de tirinhas.

 

Se tiverem alguma dica de site/blog que se encaixou no padrão acima, deixe seu comentário!

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A decadência moral da Literatura Fantástica

Há tempos que desejo escrever sobre isso e finalmente me senti encorajado.

Quando comecei a escrever, nos idos de 2009 descobri que não era o único que tinha os mesmos temas em mente. Diversos autores amadores também depositavam sua esperança em antologias com menor ou maior sucesso sobre temas de gênero fantástico. Eram zumbis, lobisomens, fantasmas, vampiros e toda a sorte de criaturas sobrenaturais que desfilavam pelas páginas desses livros.

Conheci muita gente pessoalmente e adicionei outras tantas centenas nas redes sociais com a finalidade de me manter informado sobre projetos e ler contos de autores que eu não tive oportunidade.

Três anos passaram e me pego pensando no que mudou.

Nesse tempo eu vi editoras sendo criadas e as antigas criando selos especializados na Literatura Fantástica. Teve premiações que elegiam as melhores publicações do gênero, muitos blogs e livros sendo lançados.

Mas acima de tudo eu vi a estupidez…

Teve quem conseguir fazer um apartheid literário separando aqueles que falam LitFan dos que dizem Fandom. Editores sem a mínima noção falando besteiras tão grandes que se publicadas aqui só me farão passar vergonha. Autores sem criatividade, ou boa noção de escrita, fazendo sucesso.

De quem é a culpa? Podem colocar no governo, na população ou nos editores que não estarão sequer perto de achar a maçã pobre. O real culpado é o autor. Esse sujeito que decidiu que literatura é tudo, menos literatura.

A situação ficou tão esquisita que criou-se o estilo de vida Literatura Fantástica, que inclui trejeitos, frases prontas e modus operandi sofisticados. Certo dia eu me peguei pensando que se o mundo estivesse acabando poderíamos ver pessoas no Twitter fazendo piada, chorando ou até revelando grandes segredos que lhes feriam o coração. Mas os autores estariam publicando frases do tipo “O mundo está acabando, mas meu livro ainda está na promoção do frete grátis com direito a sete marcadores e um botton!”. Sério!

Por que será que os autores se preocupam tanto em vender-se? Livro é produto, disso eu nunca duvidei, mas serão as pessoas também?

No afã de vender sempre mais as posturas adotadas pelos autores é de sempre não ter opinião sobre nada. Vi bem isso na experiência que resolvi por em prática, A Jabuticaba Fantástica, um prêmio para eleger os piores de 2011. Mesmo as indicações poderem ser anônimas ninguém quis votar, talvez com medo do que os outros poderiam pensar.

A situação fica mais constrangedora ainda. Alguns autores descobriram que o ponto fraco de muitos editores é o ego e resolveram atacar com seu arsenal de elogios vazios e fazendo a propaganda gratuita de editoras visando poder escrever um prefácio, garantir lugar em uma antologia ou até mesmo ganhar a publicação de seu livro.

Essa troca de favores gerou obras ruins. Mal escritas e sem criatividade. O leitor que recebe indicações para ler determinada livro acaba se sentindo traído. Como pode tantos blogs falarem bem de um texto tão ruim?

Mas há aqueles que desejam deixar suas verdadeiras opiniões sem preocupações do que outros irão achar. O que acontecem com esses? Acabam excluídos da “comunidade dos privilegiados” pelos blogs, editores e autores.  O carisma do autor passou a valer mais que suas qualidades literárias e isso é ruim para todos que leem e escrevem.

Para que um autor vai se preocupar em escrever melhor se o que basta é “puxar o saco” certo? Preocupo-me com essa situação. Os novos leitores logo descobrirão o engodo que se meteram e deixaram de lado essa literatura fraca que se desenvolveu.

Autor: Pense, escreva e se manifeste. Suas ideias valem mais que qualquer livro que você vá publicar.

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SOPA e PIPA, são apenas a ponta do iceberg

Minha formação de jornalista pede para que primeiro eu explique o que é SOPA ou PIPA, porém o Youpix descreveu muito bem neste post.

Há também a chance de você ver a tela preta do Youpix com suas letras brancas e o texto longo e ficar com preguiça, então veja o vídeo:

Espero que tenha visto o vídeo pelo menos!

Pode parecer distante, afinal a lei está nos EUA, mas isto irá afetar você diretamente. A internet é o último território livre de propagação de conteúdo e ultimamente tem virado ferramenta nas mãos daqueles cansados de serem enganados por seus governos. SOPA não se trata de indústrias de entretenimento tentando barrar downloads, esse é o pretexto para filtrar o conteúdo que as pessoas criam e poder censurá-lo.

Depois dos ataques do 11 de setembro, os EUA fizeram algo semelhante com a telefonia, dando aval para as agências de inteligência do país fazerem escutas com qualquer cidadão suspeito de terrorismo. Logo depois foi dada carta branca para os agentes entrarem na residência das investigados se precisar de autorização de superiores. Assim como os EUA estão conseguindo aos poucos dominar sua população, eles querem fazer com o resto do mundo.

É claro que se torna difícil entrar em todas as casas do mundo inteiro, então o que fazer? Usar a internet.

A web tem acesso livre nem nossos lares e por ela nós emitimos nossa opinião. Seja 140 caracteres no Twitter, seja atualizações no Facebook ou postagens em um blog. Ferramenta poderosa, não?

Toda censura é má. O ser humano deve ser livre para se expressar e compartilhar o que bem entender. Tenho dó de quem acha que a SOPA apenas tirará do ar sites de pirataria, isso é apenas o primeiro passo para um controle maior…

Não se trata de copyright, é sobre liberdade.

 

UPDATE:

Quer começar a fazer algo? Assine a petição do Avaaz:
http://www.avaaz.org/po/save_the_internet_action_center_b/?rc=fb&pv=229

E a do Google:
https://www.google.com/landing/takeaction/

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A piada que nem a Luíza entendeu, pois está no Canadá

Você já deve ter visto em algum lugar, principalmente se você tiver conta no Twitter, a seguinte frase: “Menos a Luíza, que está no Canadá”. A origem é um comercial sobre um empreendimento imobiliário (link):

Logo a expressão ganhou as redes sociais, que são grandes fomentadoras de sucessos instantâneos, incluindo  até o cantor Lenine que soltou a pérola durante seu show. A frase solta, como qualquer outra, não faz sentido, mas é interessante notar que mesmo no contexto da propaganda ela continua não fazendo. Então por que virou hit?

Tudo na internet pode virar piada, o que define algo fazer sucesso ou não é uma linha delicada de quem usará a piada e se for colocada no momento certo. A frase tem graça? Não. Mas assim como o desenho Bob Esponja, o sucesso da Luíza advém da peculiaridade de ser algo non-sense.

É preciso ficar irritado com o frequente uso? Não. Semana que vem a frase será outra.

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